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A questão é, sem dúvida, de importância capital, pois todo cristão (qualquer que seja a sua ocupação quotidiana, o seu grau de cultura, o seu estado de saúde…) deve ter consciência de que é chamado à santidade : «Sede perfeitos como o Pai Celeste é perfeito» (Mt 5,48). È preciso, portanto, que considere atentamente e empregue com zelo os meios oportunos para não frustrar esse objetivo.

Como se compreende, não há «receita» para se conseguir a santidade; esta depende muito da ação do Espírito Santo em cada alma de per si; consequentemente a única norma sempre válida vem a ser a fidelidade incondicional às moções da graça, para onde quer que esta dirija a alma. — Não obstante, podem-se apontar alguns recursos que os mestres da vida espiritual julgam necessários (em condições normais) para fazer progredir a alma no caminho da perfeição.

Note-se, de resto, que o conceito de santidade admite múltiplos graus. De fato, santidade é conformidade da criatura com o Criador. Embora a criatura nunca chegue a reproduzir a bondade do próprio Deus, ela pode mais e mais aproximar-se do Exemplar, amando Deus e o próximo com amor cada vez mais puro ou cada vez mais destituído de egoísmo. Mesmo se a duração desta vida terrestre se estendesse por vários séculos, cada alma poderia e deveria sempre crescer na união com Deus.

Após estas observações, passamos a enumerar os grandes instrumentos da santificação humana.

Distinguiremos entre os sacramentos — dons com os quais Deus inicia a tarefa — e as práticas de fidelidade da alma aos sacramentos — práticas indispensáveis para a continuidade da obra.

Os sacramentos: dom inicial de Deus

a. O santo cristão não é um «atleta espiritual» semelhante aos do paganismo. Diferencia-se destes por ter consciência de que não é ele mesmo, por suas próprias forças, quem se purifica e santifica; sabe que é a graça de Deus que nele age, incitando-o à luta contra si mesmo e sustentando-o nessa tarefa. Sabe outrossim que a graça — condição «sine qua non» — é comunicada pelos sacramentos.

Os sacramentos são ritos sensíveis que realizam na alma invisivelmente o efeito que eles simbolizam visivelmente (assim a água do Batismo efetua a purificação espiritual que ela exprime de maneira bem sensível; o pão e o vinho da Eucaristia realizam a alimentação espiritual que eles designam visivelmente; o óleo da Crisma comunica à alma a força espiritual que a unção conferida aos antigos atletas comunicava aos corpos, etc.).

b. Dentre os sacramentos, o mais rico é a Eucaristia, dada sob a forma de alimento, que as almas justas procuram receber diariamente. A Eucaristia vem a ser, pois, a base e a fonte de toda santificação; é o principal fator desta. Recebida quotidianamente ou, ao menos, amiúde, ela tende a levar as almas aos cumes da oração perfeita e da vida dita «mística» (esta não implica em êxtases, visões, estigmas, mas em experiência da presença de Deus). O fato de que nem todos os cristãos (ou mesmo poucos) chegam a este termo, se deve à negligência com que recebem e tratam o dom de Deus; todos podem ter certeza de que, da parte do Senhor, nada lhes falta para que mais e mais se santifiquem; quanto mais se abrirem aos dons do Céu (em particular, quanto melhores forem as disposições com que se aproximarem da Eucaristia), estejam certos de que tanto mais serão enriquecidos de frutos espirituais.

“Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim, e Eu nele” (Jo 6, 57)… Este efeito maravilhoso da comunhão se realiza em grau maior ou menor nas almas, de acordo com as disposições que elas trazem. Dado que tais disposições se podem sempre tornar melhores, o efeito correspondente pode vir a ser sempre mais rico.

Quem nos explicará o que são a permanência de Jesus Cristo em nós e a nossa permanência em Jesus Cristo? São coisas que ultrapassam toda inteligência criada. Não façamos questão de as entender, mas demos tudo que depende de nós para as merecer.

Essa mútua imanência é algo de muito íntimo; é união de Jesus Cristo conosco… tal que nada, na ordem natural, se lhe pode comparar. O corpo de Cristo se une ao nosso corpo; a alma de Cristo se une à nossa alma; as faculdades e atividades de Cristo se unem às nossas, de modo sobrenatural e transcendente, de sorte que Jesus Cristo vive em nós e nós n’Ele.

Por conseguinte, todo o segredo para que tiremos da comunhão o proveito intencionado por Jesus Cristo, consiste em que, de uma comunhão a outra, nos esforcemos por permanecer em Cristo de maneira mais íntima, deixando-nos animar e guiar por seu espírito. Peça-mos-Lhe entrementes que não nos deixe pensar, dizer ou fazer alguma coisa que Ele não possa abonar como pensamento, palavra ou obra sua. Isto requer, da nossa parte, grande atenção e vigilância» (Grou, Manuel des âmes intérieures. Paris 1925, 303-5).

c. Estas breves observações sobre o sacramento da Eucaristia são de importância capital. Faz-se mister acrescentar algo sobre o sacramento da Confissão e o pecado.

A alma justa e sinceramente sequiosa de Deus não se deixa ficar surpresa nem abatida por verificar suas falhas. Humilha-se por elas, mas reergue-se sem demora, procurando a reconciliação com Deus mediante um ato de contrição ou, se for o caso, mediante a Confissão sacramental. Nunca perde coragem. Sabe que ela por si nada pode, mas que o Senhor Deus, sim, é todo-poderoso. Não funda sua esperança sobre os seus bons propósitos, mas sobre a misericórdia de Deus. Mesmo que chegasse a cair em infidelidades mais de uma vez por dia, não desanimaria; ao contrário, com mais ardor estenderia as mãos ao Senhor, suplicando-Lhe que a reerguesse e dela se compadecesse.

A alma reta deve conceber verdadeiro horror ao mal, mas ainda maior amor ao bem. Isto quer dizer: combate seus pecados e falhas, visando diretamente a uma meta positiva (=praticar a virtude), e não simplesmente a um fim negativo (= evitar ou combater…). As perspectivas da vida cristã são positivas e grandiosas; trata-se de construir e conquistar um ideal, não apenas de destruir e sufocar (está claro que ninguém poderá formar em si o «novo homem» se não destruir e mortificar o «velho Adão»; contudo ninguém se deixe nortear apenas pela tarefa de extinguir; procure antes considerar a destruição e as etapas negativas da vida cristã como etapas para atingir um grandioso termo positivo).

É com estas disposições que o cristão ávido de santidade se deve aproximar do sacramento da Confissão.

Em outras palavras: a alma verdadeiramente devota não é triste, nem em seu íntimo, nem em suas relações com o próximo. Como, aliás, poderia ser triste o cristão que goza continuamente do verdadeiro bem ou de Deus? A única fonte de justificada tristeza são os pecados, as paixões, os vícios. A experiência ensina que «servir a Deus é sempre reinar», ainda que tal serviço seja prestado em meio à pobreza, à infâmia e à enfermidade.

Passemos agora ao outro aspecto da vida espiritual, que é?

A correspondência da criatura

Sem entrar na questão das relações entre a graça de Deus e a livre vontade do homem (cf. «P.R.» 5/1958, qu. 3), focalizaremos aqui os meios dos quais na prática as almas se devem servir para progredir na vida interior.

a. O Propósito Firme

O primeiro meio (aparentemente, o mais fácil; na verdade, porém, o mais árduo) é o propósito firme de chegar à santidade ou à vida de união perfeita com Deus. Muitos concebem, sim, a «veleidade» de ser santos, isto é, o desejo vago e fraco de progredir; desejam enquanto não custa; cedem, porém, com facilidade diante dos primeiros obstáculos. O «querer perseverante» é tesouro raro entre os homens. Ora justamente o segredo da vitória é, muitas vezes, a perseverança.

Aliás, já o livre pensador André Gide afirmava que uma das coisas que mais o impressionavam, era a verificação de que a maioria dos homens não realiza o seu ideal, mas fica a meio-termo do caminho encetado. A observação parece fiel: dir-se-ia que, na verdade, grande é o número daqueles que morrem ser ter alcançado a meta que podiam e deviam atingir nesta vida.

Uma das causas pelas quais muitas almas, consciente ou inconscientemente, não aspiram à santidade, é o fato de que não creem seriamente na possibilidade de chegar a tal termo; de antemão julgam que a perfeição espiritual é privilégio de poucos e que corresponde a uma vocação especial ou a um temperamento próprio e raro. Há quem pense assim de maneira sincera; mas há também os que assim julgam por covardia, ou seja, para justificar a mediocridade da sua vida e para se eximir de qualquer esforço religioso. Às pessoas sinceras convém incutir o seguinte: ninguém se deve julgar excluído do ideal da santidade (ou seja, da vida de oração perfeita ou… da mais íntima união com Deus). Em outras palavras: cada cristão pode e deve crer que é chamado a ser santo ou a viver a vida mística (a vida em que a alma conhece a Deus não tanto por raciocínio, mas, sim, por experiência sobrenatural). Os teólogos inculcam esta verdade lembrando que a vida mística não pressupõe senão as faculdades que o Batismo confere à todo e qualquer cristão (isto é, a graça santificante, as virtudes infusas e os dons do Espírito. Santo). Toda alma que possua os sete dons do Espírito Santo (sabedoria, inteligência, ciência, conselho, piedade, fortaleza, temor de Deus), pode ser movida por Deus à plenitude da vida espiritual ou à vida mística; por conseguinte, pode — ou mesmo deve — aspirar a tal termo.

Eis o que a propósito escreve S. Teresa:

Considerai que o Senhor chama a todos. Ora, Ele é a Verdade mesma; não poderíamos duvidar da sua palavra. Se o seu banquete não fosse franqueado a todos, Ele não nos chamaria a todos ou, ainda que nos chamasse, Ele não diria: “Eu vos darei de beber”. Ele podia ter dito: ‘Vinde todos, pois nada perdereis, e darei de beber àqueles a quem eu bem quiser’; mas — repito-o — Ele não fez restrição alguma; sim, Ele nos chama a todos nós. Tenho, portanto, como certo que todos aqueles que não ficarem a meio-caminho, beberão dessa água viva.

(Caminho da perfeição XXI)

A mesma santa acrescenta:

A misericórdia de Deus é tão grande que Ele a ninguém impede de ir beber na fonte da vida… Por certo, Ele a ninguém afastará. Publicamente e com grandes clamores é que Ele chama as almas. Contudo a sua Bondade é tal que Ele não nos quer constranger… Já que é assim, segui meu conselho; não fiqueis a meio-caminho; ao contrário, combatei corajosamente. Morrei, se for necessário, à procura desse bem. De resto, é somente para combater que aqui estais. Caminhai sempre decididos a morrer antes que deixar de tender ao termo da viagem.

(Caminho da perfeição XXII)

São João da Cruz, por sua vez, ensina:

Eis aqui o lugar oportuno para indicar por que tão poucas almas chegam a estado tão elevado (de perfeição). Estai bem conscientes: a causa disso não é que Deus reserve tal grandeza a poucas almas apenas; Ele quer, ao contrário, que todos a alcancem.

(Viva chama, estrofe II)

Estas afirmações dos dois principais mestres da vida mística não podem deixar dúvida sobre a vocação de todas as almas batizadas à perfeita união com Deus, ou seja, à santidade.

Nenhum fiel católico, portanto, se contentará com aspirações «mais modestas»; pedirá, antes, ao Pai do Céu a graça de perseverar no firme propósito de tudo fazer para conseguir a perfeição sobrenatural. É, pois, pela oração que se há de começar a tarefa de procurar a perfeição (a prece será, de resto, o indispensável esteio de toda a luta).

b) Mortificação dos afetos.

Para que a vontade seja pura e forte no seu propósito, requer domínio do homem sobre a sua natureza, principalmente sobre a parte afetiva. Esse domínio significa muitas vezes renúncia e mortificação. Donde se vê que o cristão realmente desejoso de chegar à santidade não pode dispensar certo programa de penitência — penitência que será ora mais, ora menos intensa, de acordo com as necessidades de cada natureza e com o tipo de santificação que Deus assinala a cada qual (alguns santos primaram pela austeridade, outros por outra virtude).

De resto, sobre a necessidade e a Índole da ascese cristã, já se encontram dois artigos em «P.R.» 30/1960, qu. 2.3 e 6, de modo que seria desnecessário aqui dissertar ulteriormente sobre o assunto.

Intimamente relacionada com a mortificação dos afetos está a

c) Disciplina de horário.

Requer-se que a pessoa saiba distribuir dia e noite entre oração, trabalho e repouso, de modo a não esbanjar tempo, mas antes estar conscientemente presente à graça de cada instante. Faça o cristão um programa de vida consentâneo com a sua saúde e os seus deveres de estado. Mal entendida seria a devoção que prejudicasse as obrigações de estado. Não queira, pois, nos inícios sobrecarregar-se com muitos propósitos; vá, antes, graduando os exercícios de mortificação e piedade; assim poderá de maneira sólida e orgânica, quase sem o sentir, passar da frouxidão à desejável disciplina de costumes.

Além disto, o cristão deverá viver o seu dia impregnado pela

d) Consciência da presença de Deus.

Para o justo, há de tornar-se cada vez mais evidente esta verdade: é diante de Deus que, antes do mais, se desenrola a nossa vida quotidiana; Deus é a primeira realidade à luz da qual nos devemos orientar e para a qual hão de ser dirigidos os nossos pensamentos, palavras e obras.

A tomada de consciência desta verdade será facilitada mediante os dois seguintes recursos:

  • Evite a alma, tanto em seu íntimo como em seu comportamento externo, toda dispersão, toda divagação inútil;
  • Procure fugir, enquanto possível, dos ambientes buliçosos (isto se aplica mesmo às pessoas que vivem no mundo, não somente às enclausuradas). Mais ainda: esteja o cristão convicto de que Deus habita a alma do justo; é pelo recolhimento que ele descobre a Deus em seu íntimo, ouve as inspirações divinas e entra em colóquio com o Senhor. A fidelidade à voz da consciência — que é a voz de Deus, sempre delicada, nunca tumultuosa — é um dos segredos do progresso na vida espiritual.

Muito útil será também a evocação da imagem apresentada por S. Teresa de Ávila no texto abaixo:

«Pareceu-me que, semelhante a uma esponja toda penetrada e embebida de água, a minha alma estava impregnada da Divindade, e que, de certo modo, ela gozava realmente da presença das três Pessoas e as possuía em seu íntimo» (XI Relação, junho de 1571).

Está claro que estes dizeres não deverão ser entendidos em sentido panteísta; a alma que tem Deus presente em seu íntimo, está longe de se identificar com Deus.

e) Prática explícita da oração.

É necessário, sim, que o cristão reserve em seu horário certos intervalos de tempo exclusivamente dedicados à oração, seja vocal, seja mental (ou meditação). A oração mental é de importância capital; consiste em

  • Consideração das verdades da fé (ato da inteligência),
  • Excitação dos afetos (amor, gratidão, alegria, arrependimento…) e dos propósitos correspondentes («evitarei tal vício, praticarei tal virtude»).

Em linhas gerais, toda meditação compreende:

  • Prelúdio: colocação na presença de Deus;
  • Corpo de meditação: reflexões aptas a despertar convicções e a excitar os afetos da alma;
  • Conclusão: exprimem-se os afetos, os agradecimentos, formulam-se resoluções práticas.

Múltiplos são os roteiros de oração mental que esmiúçam essas três principais partes da meditação, levando em conta os diversos temperamentos dos orantes. A resposta n. 3 deste fascículo apresentará um quadro dos métodos de uso mais frequente.

Qualquer desses roteiros, minucioso como é, pode espantar a alma, dando-lhe a impressão de cercear a sua liberdade de colóquio com Deus ou fazendo-lhe crer que a oração é algo de complicado. Por isto recomenda-se que, se o orante não é atraído ou beneficiado por algum método, nem por isto deixe de praticar a oração mental: para tanto, ser-vir-se-á de algum livro (de preferência, a S. Escritura; se não, outra obra de piedade), e lê-lo-á pausadamente, fazendo o possível para aprofundar e saborear o sentido das respectivas frases. A quem procura a Deus desse modo, o Espírito Santo não deixará de corresponder; cedo ou tarde, suscitará luzes e afetos frutuosos no íntimo do orante.

Tal exercício deverá estender-se ao menos por quinze minutos ao dia no início da vida espiritual; após os primeiros passos, porém, é de desejar que meia-hora por dia lhe seja consagrada.

Referindo-se à oração, S. Teresa lembra que certas pessoas (seja por temperamento, seja por cansaço, seja por provação divina) não a conseguem realizar no sentido rigoroso da meditação. Recomenda então a leitura meditada:

«A leitura, por breve que seja, constitui grande auxílio para que nos consigamos recolher. É mesmo necessária a fim de substituir a oração mental, que as almas nem sempre podem realizar» (Vida c. 4).

A mesma santa dá o seguinte testemunho pessoal, que pode ser animador para não poucas pessoas:

«Durante dezoito anos, jamais ousei colocar-me em oração sem um livro, a não ser depois da Comunhão… O livro… servia-me, por assim dizer, de companheiro. Era um escudo que me protegia contra os dardos das numerosas distrações. Era meu consolo. A aridez (espiritual) não se prolongava continuamente. Mas, caso o livro me faltasse, eu recaia nela… O livro era, para mim, como a isca que sustentava a minha alma. Muitas vezes mesmo era-me suficiente abrir o livro; em certos casos, eu lia um pouco; em outros casos, lia muito, de acordo com a graça que o Senhor se dignava de conceder-me» (Vida c. 4).

Não há dúvida, por «leitura» – Santa Teresa entende um exercício não meramente intelectual, mas uma atividade tanto do intelecto como da vontade (amor) e das faculdades afetivas postas à procura de Deus.

Em suma, nota S. Teresa que os progressos na vida de oração dependem muito mais do amor que a alma nutre em relação a Deus e ao próximo, do que da inteligência e do estudo:

«Se alguém quer realizar sérios progressos nesse caminho (da oração) … o importante não é pensar muito, mas amar muito» (O castelo interior, 4a morada, c. 1).

Por fim, entre os meios de santificação das almas, será preciso mencionar também

e) À devoção à Virgem SS.

Sendo Maria a Mãe do Salvador e a Mãe dos homens, compreende-se desempenhe papel importante na santificação dos filhos que procuram à Deus aqui na terra; por suas preces, é Advogada e Amparo da humanidade. Daí a importância do recurso a essa Mãe SS.; dirijam-se a Ela os cristãos, principalmente nas tentações,… nos momentos em que o tédio e o desânimo sugerem a ideia de desistir da árdua tarefa empreendida.

«Lembrai-vos, ó piedosa Virgem Maria, nunca se ter ouvido, fosse abandonado alguém que a vós recorresse…» (São Bernardo).

Aos elementos até aqui enunciados dever-se-á acrescentar a orientação dada por um bom diretor espiritual, o qual se encarregará de orientar o uso dos meios apontados, evitando exageros e desvios por parte das almas sequiosas de Deus. — Não seria necessário insistir aqui sobre o assunto, visto ter sido amplamente considerado em «P. R.» 62/1963, qu. 2 e 3.

Tais são os principais instrumentos a ser utilizados pelas almas que desejem sinceramente chegar ao termo de sua vocação cristã, que é vocação à perfeição. Convençam-se de que esta tarefa se torna cada vez mais fácil à medida que vão sendo vencidas as respectivas etapas; cada qual, portanto, dê com energia os primeiros passos, e sem demora verificará quão sábia terá sido essa «loucura»!

Dom Estevão Bettencourt (OSB)

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